A pouco mais de um ano do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma estratégia montada para deixar uma marca definitiva. A proposta do petista em consolidar as leis sociais em um único projeto, que será enviado ao Congresso Nacional no próximo ano, é a tentativa de ressaltar o legado de Lula no desenvolvimento de políticas sociais em oito anos de governo. O discurso do petista de que a medida (1)vai impedir que um futuro governo cancele programas como o Bolsa Família e o Prouni deixa no ar a dúvida se a oposição, caso eleita, irá de fato manter políticas sociais que hoje beneficiam milhões de brasileiros.

Lula conseguiu mudar o discurso da oposição ao longo do governo em relação à política de benefícios sociais. Na última eleição, em 2006, adversários ainda criticavam o Bolsa Família, carro-chefe das políticas sociais do petista, ao afirmar que o programa era assistencialista e de caráter eleitoreiro. O cenário, agora, é outro. O último reajuste do programa, neste ano, quase não recebeu resistências. Em 2010, o programa atenderá 12,7 milhões de famílias e terá um orçamento de R$13,1 bilhões.

Diante da estratégia do presidente Lula em criar uma marca forte para seu governo, a oposição reagiu à proposta de consolidação das leis e questionou a autoria dos programas. “O Bolsa Família é um desdobramento dos programas de proteção da rede social, como o Bolsa Escola e o Vale-Gás. No registro histórico, os fatos mostram que essa política existe antes do governo Lula”, afirma o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP).

Para o líder do Democratas no Senado, Agripino Maia, a chance de o futuro governo, seja da oposição, seja da base, cancelar programas de transferência de renda é nula. “Ele (Lula) teve o bom senso de não mudar a política econômica anterior e o governo futuro vai ter o bom senso de manter os programas sociais”, compara.

A proposta de Lula em reunir as leis sociais terá um efeito prático, argumentam governistas. A iniciativa pode apressar o repasse de verbas da União para os beneficiários e permitir maior interação entre as diferentes políticas. O próprio Ministério do Desenvolvimento Social já adota essa política por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), em funcionamento desde 2005. “(Os programas sociais) têm que fazer parte do arcabouço jurídico do país. A cada reajuste do Bolsa Família tem que sair uma medida provisória. Depois que for criada uma lei não precisa mais nada”, afirma o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Por esse sistema, o repasse de recursos para estados e municípios não é feito por convênios, como antes, o que atrasava ou até mesmo interrompia o fluxo de verbas caso os gestores não prestassem contas da aplicação dos recursos. O SUAS reúne projetos que se destinam desde à assistência do idoso até a programas de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Brasília - O governador de São Paulo, José Serra, assina termo de cooperação com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e se esquiva de falar sobre uma possível aliança entre os dois rumo à Presidência da República Foto: Janine Moraes (Estagiária sob sup. de Marcello Casal Jr/ABr

QUEM VAI BATER A CARTEIRA DE QUEM?

É O REI DO PANETONE!

Glauber Rocha

DIÁRIO DE SINTRA NARRA OS ÚLTIMOS MOMENTOS DE VIDA

A }}}

Glauber de Andrade Rocha (Vitória da Conquista, 14 de março de 1938Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1981) foi um cineasta brasileiro. Foi também ator e escritor.


"Inventaria-te antes que os outros te transformem num mal-entendido." (Glauber Rocha).

 

Índice

Biografia

1 Glauber Rocha nasceu na então pequena cidade de Vitória da Conquista, hoje um grande centro no sertão baiano, filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha.

Foi criado na religião materna, convertida ao presbiterianismo por missionários americanos da Missão Brasil Central.

Alfabetizado pela mãe, estudou no "Colégio do Padre Palmeira" - instituição transplantada pelo padre Luís Soares Palmeira de Caetité (então o principal núcleo cultural do interior do Estado).

Em 1947 mudou-se com a família para Salvador, onde seguiu os estudos num dos melhores colégios da capital - o Colégio 2 de Julho, dirigido pela Missão Presbiteriana, e ainda hoje uma das principais escolas da cidade.

Ali, escrevendo e atuando numa peça, seu talento e vocação foram revelados desde para a arte representativa. Participou em programas de rádio, grupos de teatro e cinema amadores, e até do movimento estudantil, curiosamente ligado ao Integralismo.

Começou a realizar filmagens (seu filme Pátio, de 1959, é o primeiro curta-metragem da Bahia) , ao mesmo tempo em que ingressou na Faculdade de Direito da Bahia (hoje um dos cursos da Universidade Federal da Bahia), entre 1959 a 1961), que logo abandonou para iniciar uma breve carreira jornalística, em que o foco era sempre sua paixão pelo cinema. Da faculdade foi o seu namoro e casamento com uma colega, Helena Ignez.

Sempre controvertido, escreveu e pensou cinema. Queria uma arte engajada ao pensamento e pregava uma nova estética, uma revisão crítica da realidade. Era visto pela ditadura militar que se instalou no país, em 1964, como um elemento subversivo.

No livro 1968 - O ano que não terminou, Zuenir Ventura registra como foi a primeira vez que Glauber fez uso da maconha, decepcionando a todos - bem como o fato de esta droga ter seu consumo introduzido na juventude como parte dos trabalhos da CIA (Agência Americana de Inteligência) no Brasil.

Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio, de onde nunca retornou totalmente.

Morreu, vítima de septicemia , ou como foi declarado no seu atestado de óbito, de um choque bacteriano, provocado por uma broncopneumonia, que o atacava há mais de um mês, na Clínica Bambina, no Rio de Janeiro, depois de ter sido transferido de um hospital de Lisboa, capital de Portugal, onde permaneceu 18 dias internado. Residia há meses em Sintra, cidade de veraneio portuguesa, e se preparava para fazer um filme, quando começou a passar mal.

O cineasta

Antes de estrear na realização de uma longa metragem (Barravento, 1962), GLAUBER ROCHA realizou vários curtas-metragens, ao mesmo tempo que se dedicava ao cineclubismo e fundava uma produtora cinematográfica.

Deus e o diabo na terra do sol (1964), Terra em transe (1967) e O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969) são três filmes paradigmáticos, em que uma crítica social feroz se alia a uma forma de filmar que pretendia cortar radicalmente com o estilo importado dos Estados Unidos da América. Essa pretensão era compartilhada pelos outros cineastas do Cinema Novo, corrente artística liderada inegavelmente por Rocha.

Glauber Rocha foi um cineasta controvertido e incompreendido no seu tempo, além de ter sido patrulhado tanto pela direita como pela esquerda brasileira. Ele tinha uma visão apocalíptica de um mundo em constante decadência e toda a sua obra denotava esse seu temor. Para o poeta Ferreira Gullar, "Glauber se consumiu em seu próprio fogo".

Com Barravento ele foi premiado no Festival Internacional de Cinema da Tchecoslováquia em 1963. Um ano depois, com 'Deus e o diabo na terra do sol, ele conquistou o Grande Prêmio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Acapulco.

Foi com Terra em transe que tornou-se reconhecido, conquistando o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, o Prêmio Luis Buñuel na Espanha e o Golfinho de Ouro de melhor filme do ano, no Rio de Janeiro. Outro filme premiado de Glauber foi O dragão da maldade contra o santo guerreiro, prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e, outra vez, o Prêmio Luiz Buñuel na Espanha.

Filmografia

DO BLOG DO AZENHA

     

O Cara e o Príncipe

 

FHC recebeu uma herança bendita, não de Collor e sim de Itamar.
O Brasil cresceu 6% em 1994, o Plano Real que foi concebido na gestão de Itamar já tinha começado e Ciro Gomes era o ministro da Fazenda no fim do governo Itamar. Agora basta lembrar como FHC entregou o Brasil para Lula, depois de o mercado desvalorizar o Real em 1999 por incompetência dos tucanos que mantiveram a moeda valorizada artificialmente, teve ainda o crescimento medíocre da economia em 2001, o "Apagão" a maior trapalhada da história recente do país, o desmonte do estado brasileiro com privatizações que eram necessárias, mas feitas de forma suspeita e com o patrimônio nacional vendido a preço de banana, juros de 25% ao ano em 2001 e a popularidade de FHC em cerca de 30%.
Lula    pegou um     abacaxi!
Meirelles não era tucano, foi presidente do Banco de Boston nos EUA e depois que deixou o banco em 2001, filiou-se ao PSDB apenas para concorrer às eleições de 2002 e elegeu-se deputado federal.
A política econômica de Lula sempre foi a de Palocci, ele é quem deu as cartas no primeiro governo, mas a política do PT e de Lula são muito diferentes das de FHC. Por exemplo, Lula recuperou a capacidade de intervenção econômica do estado e colocou o BNDEs como indutor do desenvolvimento, ajudou a consolidar as multi brasileiras com recursos do banco, criou o desconto em folha para baratear o credito, criou contas bancárias de até 500,00 para 15 milhões de pessoas, transformou o bolsa família no maior programa de transferência de renda do mundo com um cadastro unificado diferente do bolsa escola que beneficiava apenas 1 milhão                  de      famílias, criou o Prouni, o Fundeb que veio se somar ao FUNDEF, já criou 140 e vai criar mais 110 escolas técnicas federais; criou 30      novas faculdades/ Universidades e dobrou o numero de vagas
nas Federais; aumentou o numero de beneficiários do Pronaf, os recursos na época de FHC eram de 3 bilhões e hoje já chega a 15 bi, dobrou os recursos para a agricultura, acumulou reservas de 230 bilhões, pagou o FMI e depois ainda emprestou dinheiro, acabou com a ALCA que iria destruir a nossa economia e a nossa industria; gerou mais de 10 milhões de empregos; recuperou o setor ferroviário, reativou a industria naval. No governo Lula foi descoberto o pré-sal com a Petrobras se tornando a 5ª maior empresa do mundo em valor de mercado; contratou por concurso 50 mil funcionários e permitiu, por exemplo, que qualquer pessoa se aposente em apenas 30 minutos em qualquer agencia do INSS, o estado voltou a investir com a licitação de belo monte, santo Antonio no rio madeira, rodovias, portos, aeroportos, saneamento a caixa saiu de 800 milhões no governo FHC para 7 bilhões em media por ano no governo Lula; o mercado imobiliário explodiu com a caixa financiando metade de tudo que o pais constrói; o desmatamento na Amazônia caiu esse ano a níveis jamais vistos; não fez como FHC que aprovou mais um mandato;aumentou a presença do Brasil no exterior; trouxe a Copa e a Olimpíada...o que mais ?
Só alguém com a mente doentia pode ser capaz de negar tudo isso ainda tem muito         mais.
O problema é que quem lê e assiste a mídia brasileira – G1, Veja, Estadão, O Globo, TV Globo - fica com a impressão que estamos no fim do mundo. Falam bobagens como democracia em perigo; inventam "fatos" como o caso da Lina que perdeu a agenda, depois achou em um caso único; relembram do mensalão - fato grave, mas que ficou no passado e vai ser apurado pelo STF - todos os dias, mas se esquecem que FHC comprou votos para a sua reeleição por 200 mil e apareceu gramepado trabalhando em favor de Daniel Dantas          contra         a        Telemar.
FHC fez coisa importantes, mas sequer chega próximo de Lula. A estatura de Lula hoje no mundo não é apenas de um estadista - o cara - mas também de alguém que fez algo concreto e palpável.
Só resta a pessoas como o colaborador torcer para que a campanha de 2010 não seja plebicitária entre PT X PSDB, FHC X LULA, porque ai não vai ter graça      mesmo...
Esse pessoal que fala sem ambasamento científico e político deveriam pensar de forma própria e não se tornar um apêndice do PSDB ou então se filiar de uma vez no PSDB e deixar de fazer parte da linha auxiliar.
O bom mesmo é ler todos os dias o EL PAIS da Espanha, Clarin da Argentina, Excelsior do México, Financial Times, Washington Post, New York Times, Le Figaro e Le Monde, Independent e Guardian.
Nesses jornais mostram um pais e um presidente diferente do que a Veja e a imprensa tucana, digo, do PIG mostra todos os dias.
Um episódio revelador de como nossa imprensa é vista no exterior foi o Editorial de um jornal suíço quando uma brasileira simulou que havia se cortado naquele país. Como a brasileira mentirosa sabia que a imprensa suíça não publicaria as fotos sem antes se certificar daquilo mandou as fotos para o Brasil e um jornal daqui publicou. No editorial o jornalista suíça dizia: "No Brasil a imprensa se especializou em publicar mentiras como verdade e em não fazer o check das informações".
È isso, Lula é o cara e FHC a coroa    (príncipe sem-reino).

 

 

  

A     DIETA    DO  PANETONE

                             
Eu quero escrever sobre o caso dos panetones do Arruda, e fico meio, sei lá...Não quero falar de política de corrupção. Já falei tanto desses temas neste Jornal de Jales que as letras “C e P” do meu teclado estão meio apagadas. E não vai ser a por falta de idéias que eu não vou escrever. Dá vontade de sair      correndo..
                              Idéias onde buscá-las? Idéias onde guardá-las? Por que será que tudo me parece muito parecido? Ainda há sobre o quê escrever? Será que tudo já foi dito? Escrever tem que ser sempre a mesmice de falar desta casta maldita de políticos que desonram     a     própria    classe?
                            Não quero chegar mais perto e contemplar as palavras de Drummond, cada uma com suas mil faces secretas, sob a face neutra, nem quero responder a sua pergunta desinteressada na minha resposta: somos todos trouxas assim?
                          Se eu pudesse psicografar o Paulo Francis escreveria uma bela matéria no  Diário da Corte, mas seria muito extensa a matéria e o Deonel não publicaria. Seu eu pudesse, também, psicografar o Tarso de Castro escreveria sobre a
criação do Pasquim. É verdade que mais na lenda do que na história – porque ele não o criou sozinho. Jaguar e Sérgio Cabral foram seus sócios na origem do jornal, em 1969, sem falar no brilho individual dos primeiros colaboradores, como Millôr Fernandes, Ziraldo, Claudius, Fortuna, Henfil, Luiz Carlos Maciel, Paulo Francis e o diretor de arte Carlos Prospéri. Mas, com sua audácia e criatividade, Tarso foi o amálgama inicial para a imagem debochada do Pasquim, numa época em que o AI-5 acabara de fechar os canais políticos sérios. O sucesso foi incrível. Tarso tinha a vocação para criar jornais e o talento para fazê-los, mas sua irresponsabilidade os condenava à vida curta... sobre   borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro.

                               Mas eu não sei escrever noções sem o uso abusivo      da   palavra.
                              Poderia falar sobre como era gostoso o velho PT e a história de sua fundação em Jales. Como participei da sua fundação
. Talvez o maior sonho político de toda minha vida. Éramos sonhadores límpidos e puros como as águas de riachos cristalinos. Cabelos longos, idéias borbulhantes, a desesperada vontade de acabar logo com a   ditadura militar e fazer do Brasil uma nação socialista.

                               Lembro-me como se fosse hoje da forma, da coragem, da determinação em que agia a famosa militância do PT. Uma militância honrada e com um contexto ideológico de primeira linha. Saudades...

                                  Se eu fosse o Neruda poderia escrever os versos mais tristes neste momento. Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá ao longe". Mas eu nem a amei como o Pablo a amou, então desisto da tristeza desses   versos.
                              E você que lê e não sabe, Você que reza e não crê, Você que entra e não cabe. Você que fuma e não traga, você que não paga pra ver...Ah! se eu fosse o Vinícius, você ia ter que viver na tonga da mironga do kabuletê!!
Ai, as idéias não me faltam... mas essas palavras se recusam a me obedecer, e meu coração caminha por caminhos fora do meu corpo. Se eu fosse Nikos Kazantzakis, autor de Zorba, o Grego, provavelmente já estaria aterrorizado com essas letras do alfabeto, isso porque uma vez soltas elas se recusam a obedecer minhas    ordens.
                         Rubem Alves dizia: quando começo a escrever deixo de ser dono de mim mesmo. Fico à mercê de idéias que nunca pensei. E aqui estão elas aparecendo sem que eu as tenha chamado e me dizem: “Escreva!“ Não tenho outra alternativa. Obedeço. Se fica o dito pelo não dito, quem, afinal é o dito cujo? Será o Arruda e seus panetones,digo,  o     Benedito?
                              Não sou a Florbela, que mesmo antes do seu nascimento já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático e pelo incomum. Mas queria Espancar esses versos, sou antes um exaltado, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê! Oh! Essa maldita corrupção! Quem me dera encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse a chorar    isto  que  sinto! Desisto!! Não vou conseguir escrever, fico novamente com a Lispector, só me resta ficar nu, nada tenho mais      a     perder.
                            Não pode haver melhor exemplo de ética maquiavélica. Em todo caso e, em caso de assalto ergam as mãos pro céu!!! Ou então vão viver na Tonga da Mironga do Kabuletê!!

 

ENQUANTO ISSO EM BRASILIA

A DIETA DO PANETONE

 

 

NA TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ

"Na tonga da mironga do kabuletê" não tem nada de nagô. São palavras de idiomas bantos, como o quicongo e o quimbundo. Acredito que seja mesmo uma brincadeira do Vinícius, como você já tinha ouvido falar. E de palavrão também não tem nada.

Pra tirar a dúvida, fui consultar o Dicionário Banto do Brasil, do Nei Lopes (de onde foram extraídos vários verbetes pro novo Houaiss, aliás).
Tá lá:

1) "Tonga" é termo quicongo, quer dizer força, poder, corpulência. Também empregado como adjetivo, significa sólido, robusto, grande.

2) "Mironga" vem do quimbundo milonga, plural de mulonga, mistério, segredo. Mas também pode querer dizer briga, desentendimento. Palavra bastante usada nos cultos bantos, em especial na umbanda, mirongueiro significa feiticeiro. Aliás, alguém saberia dizer se a milonga argentina tem essa mesma etimologia? Roberto? Klara?

3) "Kabuletê", pro Nei Lopes, tem origem obscura. Ele lembra que o Aurélio registra o significado de indivíduo reles, desprezível, vagabundo, lembrando ainda que outros autores fazem o termo vir do quimbundo mubulete, vagabundo. Mas ele próprio não conclui nada a respeito.

Bão, agora é só arriscar uma tradução pra expressão supra. Alguma coisa como "armação de neguinho não tem pra ninguém". Ou "a mumunha da rapaziada é o maior lance".

Ou não.

 

A CHARGE DA SEMANA

DIFERENÇA ENTRE SERRA E DILMA CAI CONSIDERAVELMENTE.

A ditadura da mídia no Brasil

Altamiro Borges


 

“Não se preocupem. Não queremos controlar o mundo. Só queremos um pedaço dele”.
Rupert Murdoch, dono do império midiático News Corporation, presente em 133 países.

“Sim, eu uso o poder [da Rede Globo], mas eu sempre faço isso patrioticamente”.
Roberto Marinho, ex-proprietário do maior conglomerado midiático do Brasil.


A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce uma brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.
Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao enorme poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, ou na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura imparcial dos processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Outro fator que hoje fragiliza os “donos da mídia” é a guerra travada entre empresas de radiodifusão e multinacionais das telecomunicações devido à convergência digital.
Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar da luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de comunicação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática, não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e, nem mesmo, na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais se dão conta de que esta luta estratégica exige reforço dos meios alternativos de comunicação, a denúncia da mídia privada e uma plataforma por sua efetiva democratização.
O monopólio da mídia na atualidade é assustador, sem precedentes na história. Segundo estudos de Robert McChesney, “o mercado global é dominado por uma primeira camada de cerca de dez imensos conglomerados... Eles têm ações em diversos setores da mídia e operam em todos os lugares do mundo. Existe uma segunda camada onde estão cerca de quarenta empresas de mídia que giram em torno do sistema global. A maioria dessas firmas provém da Europa Ocidental ou da América do Norte, mas algumas são da Ásia e da América Latina”. A humanidade fica refém destes monopólios, com receitas entre US$ 8 bilhões e US$ 40 bilhões, que defendem, de forma escancarada ou enrustida, os interesses das corporações capitalistas e das potências imperialistas.
Relatório recente de uma Comissão Especial da ONU adverte que 85% das notícias que circulam no planeta são geradas nos EUA. “Pensemos na CNN, que distribui, por satélites e cabos, a partir da matriz em Atlanta, notícias 24 horas por dias para 240 milhões de lares em 200 países e mais 86 milhões nos Estados Unidos, além de 890 mil quartos de hotéis conveniados. O mundo em tempo real exibido para 1 bilhão de telespectadores. A CNN não apenas criou e universalizou uma linguagem e um formato para a informação televisiva, como, várias vezes, alinha a sua orientação editorial com interesses estratégicos norte-americanos. Lembremo-nos da cobertura favorável ao governo Bush na invasão do Iraque”, alerta o professor Dênis de Moraes.
A interferência política e ideológica da mídia é brutal, conforme reconhece David Rothkopf, ex-consultor do governo ianque: “O objetivo central da política externa na era da informação deve ser o de ganhar a batalha dos fluxos de informação mundial, dominando as suas ondas, da mesma forma como a Grã-Bretanha reinava antigamente sobre os mares”. Tanto que os EUA aplicam no setor de 3,5% a 5,2% do PIB. Além disto, a mídia hoje influi na própria reprodução e mobilidade do capital. A agência Reuters, com escritórios em 94 países, envia informações atualizadas oito mil vez por segundo para os seus 511 mil usuários. Seu acervo digital inclui três bilhões de dados sobre mais de 40 mil empresas do mundo, 244 bolsas de valores e 960 mil ações, títulos e papéis.
Com a desregulamentação neoliberal e os avanços tecnológicos, este processo de monopolização se acelerou vertiginosamente nos últimos anos. Dênis de Moraes cita alguns casos perturbadores. “As gigantes estão engolindo as grandes empresas. A News Corporation abocanhou por US$ 6,6 bilhões 34% das ações da DirecTV e se transformou no única czar da televisão digital via satélite mundial, pois já controlava a concorrente Sky. A General Eletric, que já possuía a rede NBC, absolveu a Universal, proprietária da maior gravadora de discos do mundo, do segundo maior estúdio de cinema, de cinco parques temáticos e emissoras de televisão. A Interpublic, número 1 da publicidade global, incorporou a True North, até então a oitava no ranking”. E por aí vai...
No Brasil, por vias transversas, o processo de monopolização também é uma dura realidade. Na década passada, nove grupos familiares controlavam o grosso da mídia nativa: Marinho (Globo), Abravanel (SBT), Saad (Bandeirantes), Bloch (Manchete), Civita (Abril), Mesquita (Estado), Frias (Folha), Levy (Gazeta), Nascimento e Silva (Jornal do Brasil). Hoje são apenas cinco, com a débâcle das famílias Mesquita, Bloch, Levy e Nascimento, que já não exercem mais o controle sobre os seus antigos veículos. Por outro lado, surgiram alguns grupos regionais, associados aos impérios nacionais, como a RBS, que atua no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No caso brasileiro, a concentração da mídia vem de longa data e foi impulsionada pela ausência na legislação de qualquer norma proibindo a propriedade cruzada – a posse de inúmeros veículos em diferentes setores (jornais, rádio, televisão). Nos EUA, país citado pelos radiodifusores como exemplo de “liberdade de expressão”, desde 1943 existem regras para limitar a concentração. No Brasil, nunca existiram. Desde as normas que iniciaram a regulação da radiodifusão nos anos 30 (decretos 20.047/31 e 21.111/32), passando pelo Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei nº. 4.137, de 1962), nunca houve a preocupação com a monopolização. A Constituição de 1988, no seu Capítulo 5, até fixou normas para evitar a concentração, mas nunca foram regulamentadas.
O resultado foi uma histórica concentração neste setor estratégico, impedindo a pluralidade e a diversidade de opinião. O grupo Diários Associados, que começou com a compra de um pequeno jornal no Rio de Janeiro, em 1924, rapidamente se expandiu. Em 1959, já era o maior império da mídia na América Latina, com 40 jornais e revistas, mais de 20 estações de rádio, uma dezena de emissoras de televisão, uma agencia de notícias e uma empresa de propaganda – “além de um castelo na Normandia, nove fazendas espalhadas por quatro estados, indústrias químicas e laboratórios farmacêuticos”, segundo descrição do Atlas da Fundação Getúlio Vargas.
Ele foi desbancado pela Globo, que também começou com um jornal em 1925, consolidou-se na ditadura militar e hoje é hegemônica na mídia. Levantamento do Instituto de Pesquisas e Estudos em Comunicação, concluído em 2002, revelou que a TV Globo possui 223 emissoras próprias ou filiadas e controla o maior número de veículos em todas as áreas: 61,5% das emissoras de TV em UHF, 40,7% dos jornais, 31,8% das TVs VHF, 30,1% das rádios AM e 28% das FM. Em 2003, as TVs abocanharam 60,4% do total da verba publicitária do país (R$ 6,53 bilhões). Destas, 78% foram para a Rede Globo. Em 2005, a Rede Globo, sem incluir as filiadas, teve um faturamento líquido de R$ 4,3 bilhões - cerca de três vezes o faturamento da Record e SBT juntos.
A tsunami neoliberal, somada às mutações tecnológicas, reforçou ainda mais este monopólio. A vitória de Lula em 2002 foi encarada como um grave risco pelos “donos da mídia”; ela poderia reverter esse processo de concentração e manipulação. Exatamente por isso, a ditadura midiática sempre exerceu forte pressão sobre o novo governo. Como observa Venício Lima, “antes mesmo da revelação pública das cenas de corrupção nos Correios, em maio de 2005, o ‘enquadramento’ da cobertura que a grande mídia fez, tanto do governo Lula como do PT e de seus membros, expressava uma ‘presunção de culpa’, que, ao longo dos meses seguintes, foi se consolidando por meio de uma narrativa própria e pela omissão e/ou pela saliência de fatos importantes”.
A revista Veja foi ao ápice da manipulação. “Entre maio de 2005 e janeiro de 2006, foram pelo menos 20 capas sobre a crise, denúncias não comprovadas sobre o comportamento ilegal de familiares do presidente (filho e irmão), sobre dinheiro ilegal proveniente da Colômbia e de Cuba para as campanhas eleitorais do PT”, lembra Venício. Já o colunista Clóvis Rossi, da Folha, jogou o seu passado no lixo e encontrou “as digitais do PT” no assassinato do brasileiro Jean Charles em Londres, em setembro de 2005. No caso da Rede Globo, que estava dependente dos empréstimos do governo, ela deu sua cartada fatal na reta final da eleição de 2006, forçando o segundo turno – conforme comprovou a histórica reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira.
As eleições no Brasil, assim como a derrota do “golpe midiático” na Venezuela ou a vitória de Evo Morales na Bolívia (contra 83% das notícias opostas a sua candidatura), revelam que esta infernal máquina de manipulação de “corações e mentes” não é imbatível. Estes resultados têm, inclusive, levado partidos de esquerda, movimentos sociais e novos governantes, alvos da fúria midiática, a refletirem sobre o papel estratégico a mídia na atualidade. Alguns governantes, mais ousados e refletindo a correlação de forças internas, adotam posturas para coibir a “liberdade de empresa”, que não se confunde com “liberdade de imprensa”, como caso da RCTV venezuelana.
No Brasil, o segundo mandato do governo Lula dá sinais de que acordou diante do poder destes monopólios. No primeiro mandato, ele só fez ceder à ditadura midiática, com a ilusão de que poderia atraí-la ou neutralizá-la, como ficou patente na adoção do padrão japonês de TV digital, bem ao gosto da Rede Globo. Agora, o governo manifesta a intenção de construir uma forte rede pública de televisão, como contraponto à manipulação reinante, e insinua que poderá realizar uma conferência nacional para discutir a democratização dos meios de comunicação. A pressão da ditadura militar, porém, é violenta; já o governo continua sem nitidez de projeto, preso à lógica pragmática e conciliadora. Daí a importância da pressão da sociedade e da elaboração de plataformas visando construir, com urgência, uma nova mídia, democrática e pluralista.

- Altamiro Borges é jornalista, secretário nacional de comunicação do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi).

 

Nota.

Generalizar é um ato menor do espirito, merecedor de nenhuma sabedoria quem o faz. O artigo Lula, o analfabeto, não saiu na sua integra no Jornal de Jales, por uma questão de pauta. Quando eu cito  no artigo o partido Democrata em que a pessoa citada é filiada, não estou generalizando. Não significa, necessariamente, que todos os filiados no partido citado  são merecedores de critica. Cito como exemplo uma   pessoa integra  e meu amigo pessoal que é filiado ao DEM,  Flávio Prandi Franco, o  Flá, que sem nenhum cargo político já fez muito por Jales, do que muitos politicos que eu conheço. Uma pequena observação: " No brasil não existe partido político e sim um emaranhado de politicos totalmente desvinculados com a ética e que trocam de partido como se troca de roupa e, por tudo mais. Boa leitura

                                              LULA, O ANALFABETO!

                                            Parte do povo brasileiro tem umas coisas engraçadas. Ela clama que anseia por mudanças no jeito de fazer política, mas é incapaz de perceber quando os políticos se valem das mesmas velhas táticas para confundi-lo ou enganá-lo.

                                          É engraçado como gritam, batem os pés e protestam dizendo que querem uma “nova ética” e uma maneira limpa e honesta de agir do homem público; mas sucumbem as mais antigas formas de desonestidade e enganação.

                                           Na última edição deste Jornal de Jales, um colaborador deu a atender (sic) de quem votou em Lula é analfabeto: “Será que ele pensa que todos os brasileiros são ignorantes como a maioria dos seus eleitores”? Socorro Paulo Freire... Eu sou ignorante e não sabia!   

                                         Falar de política requer, além de bom senso, conhecimento de causa.

                                        Quem conhece profundamente política, sabe muito bem que no governo Lula, nunca foi tão nítida a distinção entre esquerda e direita no Brasil. Forjar falsos consensos no ano que antecede um pleito majoritário, uma disputa em que tudo "é ou bola ou búlica" apenas serve para levar água para os moinhos da direita. A moagem que só interessa à candidatura do candidato da direita e do PIG (Partido da Imprensa Golpista), José Serra.

                                    Como esse colaborador que é filiado ao DEM local, pode se autodenominar Democrata se ele não é capaz de entender ou admitir que houve uma ruptura do processo de distribuição de renda no Brasil e,  que esta ruptura deva ser anunciada a exaustão para  voltar a ser modo no continente centro sul americano. Estes caras deviam ter um pouco de vergonha na cara e se declarem democratas.

                                       Lembram-se do Proer - Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional foi um verdadeiro “prêmio à corrupção”.

                                    O governo FHC, apoiado pelos DEMOS, em que o colaborador é filiado “investiu” pesado nos bancos. Entre 1995 e 2000, destinou cerca de 112 bilhões ao sistema financeiro. Hoje, isso representa  mais de 20% dos investimentos iniciais do PAC.

                                A dívida dos bancos foi sociabilizada. E quem pagou por ela foi o povo brasileiro. E a mídia? Bem, essa cuidou de proteger o “Grande Farol”. 

                                  FHC, o farol, sociólogo, entende de sociologia fala cinco línguas, é discípulo de Sartre. O
governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra, entende muito de economia... J
á, o analfabeto Lula, que não entende de sociologia, nem de economia levou 32 milhões de
miseráveis e pobres à condição de consumidores. O mesmo Lula, aquele que não entende de nada é ignorante, etc., segundo o colaborador, pagou as contas do entreguista FHC, zerou a dívida com o FMI , tirou o Brasil da crise e ainda dá algum aos   ricos…
                                   Pobre Lula, que também não entende de educação, pois a oposição e o PIG o
classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o      PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade…
                            Lula, diferentemente do Serra, não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para  quase 300 dólares e não quebrou a previdência como dizia FHC…O mesmo Lula,  que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo… mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista) que entende de tudo acha que      não…
                              O analfabeto Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula não entende de nada, reabilitou o Pro álcool, acreditou no Biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis…
Quando Obama disse que Lula  é o cara, FHC teve uma crise existencial, já que o Lula  que não entende de política e é analfabeto... como pode ser o cara?

                            O cara mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos Países emergentes passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

                          Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou as favas a ALCA, olhou para os parceiros  do  sul e especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem trânsito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo, etc... bobo que é cedeu a tudo e a todos…

                                 Lula, que não entende de mulher e nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo Tribunal Federal e uma mulher no cargo de primeira-ministra  e é capaz de fazê-la sua sucessora.
                               O analfabeto Lula,  que não entende de etiqueta, foi convidado a sentar-se ao
lado da rainha Elizabeth II e afrontou nossa fidalguia branca de lentes  azuis. (Coitado do FHC)
                                Lula, que não entende de desenvolvimento e nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir e hoje o PAC é um amortecedor da       crise… o cara que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a
indústria automobilística a bater recorde no trimestre passado…
                             Como pode Lula, que não entende de português nem de outra língua, ter
fluência entre os líderes mundiais, ser respeitado como uma das pessoas mais poderosas  e influentes no mundo atual… que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu,  já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa  americana. E agora já tem a empatia do Obama.
                            O homem que não entende nada de sindicato, pois era apenas um
agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador lá, nos States.
Lula, que não entende de geografia, pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
Coitado do analfabeto Lula , que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e       se     torna interlocutor                  universal.
                           Este pobre torneiro mecânico  que não entende nada de história, pois é apenas um locutor  de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora  do Brasil.
Com a visita do “bom moço” de Israel ao Brasil, Lula  que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo já é cotado pelos Palestinos para dialogar     com Israel.
Já imaginou se  Lula não fosse analfabeto?

 

 

 

 

   

A BARBEIRAGEM DO TUCANO SERRA

 

No dia 13 de novembro, três vigas, que fariam parte de um viaduto do Rodoanel, desabaram sobre a Rodovia Regis Bittencourt. Felizmente não houve vítimas fatais, ao contrário da tragédia ocorrida na futura Estação Pinheiros da linha 4 – Amarela do Metrô, onde morreram 7 pessoas. Assim como o Rodoanel, essa linha de metrô teve o processo de construção acelerado para uso na campanha eleitoral, visto que reduziram o prazo da obra em 14 meses; não havia fiscalização efetiva por parte do Estado, foi adotado preço global, ao invés do preço unitário e houve  troca de método construtivo.

O governador José Serra tinha anunciado que a adoção do preço global  era benéfica para o Estado, pois havia  obtido um desconto de 4% em relação ao contrato original.

O Relatório do Tribunal de Contas da União desmente o que disse o governador. Para o TCU, houve desrespeito à lei 8.666/93, que prevê a possibilidade de regime de empreitada por preço global, mas o projeto deve conter todos os elementos e informações, o que não ocorreu no Rodoanel, cujo projeto final de engenharia  não estava pronto.

Aponta também a adoção de soluções mais baratas como a alteração do método de construção de viadutos por balanços sucessivos para o de vigas pré-moldadas e a redução do número destas vigas, entre outras medidas que beneficiaram as empreiteiras. 

Apenas na redução da área de tabuleiros, superior a 10.000 m², gerou  prejuízo de R$ 20 milhões para o Estado.  Pelo  preço unitário se pagaria o efetivamente medido, mas como é preço global, a Administração estará remunerando uma área muito superior àquela que efetivamente será executada. 

O Ministério Público Federal evitou que o governo Serra pagasse R$ 234 milhões a mais para as empreiteiras. Com base na conclusão de duas auditorias do TCU, a Dersa e os consórcios que constróem o trecho sul assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta comprometendo-se a não celebrar mais nenhum termo aditivo e modificativo.  O governo do Estado previa pagar mais R$ 500 milhões extras para as construtoras e o MPF-SP restringiu esses pagamentos a R$ 264 milhões. Os aditivos que haviam assinado até então implicavam no pagamento de serviços adicionais e extracontratuais que permitiam acelerar o ritmo das obras, uma vez que o dinheiro servia para embutir serviços não previstos inicialmente. 

A Auditoria do TCU pede a suspensão de envio de verbas federais para a obra, pois R$ 1,2 bilhão é  repasse federal para o Estado, que é quem faz a gestão e constrói a rodovia. Mas o ministro do TCU Augusto Nardes, mesmo reconhecendo indícios de irregularidades graves, mudou a classificação de IG-P, que paralisaria as obras,   para IG-C, para que o governo de São Paulo continue recebendo os recursos. Ao contrário de várias obras do PAC; não mandou paralisar a construção até sanar as irregularidades.         

O custo total passou de R$ 2,95 bilhões para R$ 3,6 bilhões e a imprensa já anunciou  um novo aumento para  R$ 4,5 bilhões, o que representará 52%  de acréscimo.

A percepção é que os tucanos são uns gênios. Licitam uma obra com o método mais oneroso e lento de construir. Num passe de mágica, em pleno andamento do empreendimento, adotam a forma mais barata e de maior rapidez construtiva o que, segundo o TCU, beneficia unicamente as empreiteiras.

 E ainda o diretor-presidente da Dersa é agraciado com o título de Eminente Engenheiro do ano em 2009 pelo Instituto de Engenharia por antecipar a entrega e cortar custos.  

As barbeiragens do governador José Serra na condução de grandes obras no Estado o caracterizam como o “governador do desabamento”. A impressão é que a lei da gravidade é mais implacável no Estado de São Paulo do que em qualquer outro lugar do mundo.

 

PERGUNTAS  E RESPOSTAS...

10º lugar
 Como é que se chama um traficante armado até os dentes?
 É melhor chamar, no mínimo, de senhor…

9º lugar
 Como é que se faz um monte de velhinhas gritarem ‘Merda’?
 É só gritar ‘Bingo’!!

8º lugar
 Por que Hitler odiava os judeus?
 Porque ele não conhecia os argentinos
.

7º lugar
 O que é preciso para reunir novamente os Beatles?
 Mais duas balas.

6º lugar
Um advogado e sua sogra estão em um edifício em chamas.
Você só tem tempo pra salvar um dos dois. O que você faz?
 Vai almoçar ou vai ao cinema?

5º lugar
A baiana deitada na rede pergunta pro amigo:
 Meu rei… Tem aí remédio pra mordida de tartaruga?
 Tem não, minha linda. Por quê? Você foi mordida, foi?
 Ainda não, mas ela está vindo na minha direção…

4º lugar
A mulher comenta com o marido:
 Querido, o relógio caiu da parede e quase acertou a cabeça da mamãe…
 Maldito relógio! Sempre atrasado.

3º lugar
 Onde você estava? - pergunta a mãe à menininha.
 No quarto, brincando de médico com o Joãozinho.
 De médico!?! - a mãe dá um grito e um salto da cadeira.
 Medico do SUS, mãe…, ele nem olhou na minha cara!

2º lugar
A titia pergunta pro Joãozinho:
O que vai fazer quando for grande como a titia?
O Joãozinho responde:
Um regime!

E a grande vencedora!

1º lugar
Conversa de casados:
Querido, o que você prefere? Uma mulher bonita ou inteligente?
Nem uma, nem outra. Você sabe que eu só gosto de você…

Dona Canô vai ligar para Lula e puxar as orelhas de Caetano

 

Dona Canô pretende ligar para o presidente: “Eu quero muito bem a Lula”

Dona Canô vai telefonar nesta segunda-feira, 16, para o presidente Lula para dizer que não concorda com as declarações do filho famoso, Caetano Veloso, que chamou Lula de analfabeto, grosseiro e cafona numa entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, provocando reações – positivas e negativas – em todo o País.
Ela falará ao presidente depois que Rodrigo Velloso, irmão de Caetano, fez um pedido de desculpas, sexta-feira, num evento na Praça da Purificação, em Santo Amaro, em nome da família.
“Se ele me atender, eu falo com ele”, disse D. Canô, que ainda não sabe o que dizer. “Vou falar o que estiver sentindo na hora”, declarou a mãe de Caetano, de 102 anos. Mas a matriarca da família Velloso tem dúvidas sobre se Lula poderá atendê-la. “Tentei falar com ele no dia do seu aniversário, mas não consegui. Ele é muito ocupado”, assinalou D. Canô, que, apesar de não concordar com Caetano, disse que não será ela quem lhe puxará as orelhas.
Não merece - “Ele mesmo puxa, pois sabe que o presidente não merece isso”, assinalou. A mãe de Caetano falou do carinho que nutre pelo presidente. “Eu quero muito bem a Lula”, afirmou. “Foi uma ofensa sem necessidade”, disse. “Caetano não tinha que dizer aquilo. Vota em Lula se quiser, não precisa ofender nem procurar confusão”, observou D. Canô, que não se mostrou preocupada com uma possível insatisfação de Caetano às suas declarações, se desculpando, ou às de seu irmão, Rodrigo.
“Ele está doido? Ele tem de aceitar”, disse, ressaltando que também não fará uma reprimenda ao filho. “Ele também não merece. É o jeito dele”, contemporizou. O irmão de Caetano, Rodrigo Velloso, secretário de Cultura de Santo Amaro, também atribuiu ao “jeito” de Caetano as declarações sobre o presidente, que achou absurdas.
Maluquice - “Caetano tem essa mania de falar as coisas sem pensar e aí diz coisas assim. Falou de maneira preconceituosa. Achei uma maluquice. Fiquei revoltado”, afirmou Rodrigo, ao contar a forma inesperada como surgiu o pedido de desculpas. “Eu participava de um evento em Santo Amaro, sexta-feira, e fui convidado a falar, como secretário de Cultura”, disse. “Ao subir no palanque, a primeira coisa que me ocorreu, vendo ali o secretário Rui Costa (de Relações Institucionais do Estado), foi pedir a ele que transmitisse ao governador Jaques Wagner e ao presidente Lula o pedido de desculpas em nome da minha mãe e da nossa família”, afirmou Rodrigo. “Achei decente fazer isso”, assinalou.
Segundo Rodrigo, as declarações de Caetano foram feitas dois dias após o presidente Lula ter atendido a um pedido de D. Canô. “O presidente solicitou ao secretário da Saúde que ajude à Santa Casa de Misericórdia, que está prestes a fechar”, contou Rodrigo, que desconhece as intenções de Caetano com tais declarações. “Quem é que sabe? Pelo que conheço dele, já até esqueceu o que falou”, disse o irmão.


 

 

 CHICO... ETERNO!  

Chico Buarque de Holanda


O Brasil dorme em berço esplêndido, talvez Deus nos fale pelos sonhos, ou talvez Ele se esqueceu da gente. De onde vêm nossos poetas, para aonde vai o nosso povo? Esquecido em algum lugar do atlântico, o Brasil encara o mundo com desfaçatez.
Se para os franceses a literatura se casa com a filosofia, para nós a canção popular se enlaça, de corpo e alma, com a literatura. E lê-se a música. As crônicas de Noel Rosa, a poesia de Vinícius, os aforismos de Caetano, os ditos de Caymmi, o sertão de Vandré, os sabiás e a flora de Tom Jobim, o coração de Milton Nascimento, e os outros poetas e cronistas e literatos da nossa canção popular.
O Chico não. Este é um demônio, tem a idade das pedras, como diria Vinícius, é o gênio da raça, como diria Jobim. Cronista, poeta, dramaturgo, novelista, romancista, lírico, épico, trágico, lúdico, sarcástico, historiador, político, feminino, infantil. Um arquiteto da palavra.
Chico Buarque de Hollanda é, sobretudo brasileiro. Gosta de samba, futebol e do Rio de Janeiro. Meu caro amigo, me perdoe, por favor, mas sinto até inveja. Além de tudo, é bom músico. É mestre em entrelaçar a prosódia da melodia com a das palavras. As notas pingam sobre as sílabas e vice-versa.
Chico é diabólico, é filho das raízes do Brasil, é um esteta da língua portuguesa, essa esquecida língua dos anjos. De que lugar mesmo do atlântico? Talvez de algum lugar esplêndido e demoníaco.
Ao falar de um operário desiludido, que comete o suicídio e ainda por cima morre na contramão atrapalhando o trânsito. Ao falar de uma prostituta que salva a cidade do enorme zepelim, mas não escapa das pedras e das bostas do preconceito. Ao falar da moça feia debruçada na janela, achando que a banda tocava pra ela.
Ou então do amor partido, de um sangue que errou de veia e se perdeu; ou da mulher que espera o marido voltar bêbado do bar; da mãe que arruma o quarto do filho que já morreu; do guri que rouba uma bolsa já com tudo dentro pra encher de orgulho a sua mãe.
O Chico cronista fala do dia-a-dia do nosso país, o Chico político contestou, como ninguem a ditadura, o Chico amante descreve o amor cotidiano, o Chico malandro abusa do jeitinho brasileiro, o Chico poeta lapida a nossa língua, o Chico historiador nos conta sobre Calabar e as mulheres de Atenas, o Chico sambista exalta o carnaval, o Chico humanista chora a gente humilde e os menores abandonados.
Não, o Chico não, o Chico é um demônio, tem a idade das pedras, e talvez seja a própria alma brasileira. Essa alma que não se deixa fustigar e, esquecida em algum lugar do atlântico, encara o mundo sempre com desfaçatez.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , JALES , Homem , de 46 a 55 anos , English , Spanish , Arte e cultura , Música , Política
Outro -

 
Visitante número: